
Deitada sobre os lençois brancos e limpos, pensou para si mesma se valeria a pena.
Se valeria a pena magoar alugém de quem se gosta, por quem se tem uma grande estima e com quem se partilha aquilo de que chamamos de 'laço invisivel'.
Não, não valeria. Mas ela não era perfeita, ele também não.
Eram imperfeitos de um jeito único mas sabiam ter algo.
Mas como pensar demais incomoda como andar á chuva, ela fechou os olhos e deixou-se levar pelo seu melhor amigo, o sonho, deixando vaguear pela sua mente a bela da frase que alguém (talvez esse alguém) tivera coragem para dizer:
''A maior perfeição está na maior imperfeição, (e que bela imperfeição foi aquela).''
E, adormeceu.