Ultimamente o mundo tem-me fugido dos pés, ultimamente tenho sentido tudo a escorregar-me por entre os dedos das mãos como se de areia se tratasse.
Ultimamente, tudo se tem transformado e eu não sou grande amiga da palavra 'mudança', não gosto que me tirem tudo aquilo a que estou habituada, não gosto de me sentir fora do meu 'eu', daquele que tão bem conheço, daquele 'eu' que mais ninguém se consegue aproximar tanto como eu mesma.
E, ultimamente, tenho-te deixado entrar nesse mundo tão estranho, nesse mundo tão meu, tão íntimo. Não sei até que ponto posso sorrir por tal coisa.
Não sei até que ponto te deva deixar conhcer-me, não sei até que ponto tudo pode mudar.
E se quero que mude? Não sei.
Já nada sei, já nada quero saber, já nada quero conhecer.
Acho que prefiro ir vivendo na incertaza das coisas, no desconhecido, no hoje e não no amanhã como estou tão habituada.
Por agora, vou-me habituando a esta ideia.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
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